Uma liminar da Justiça proibiu a chefia do Executivo Municipal de
Jucurutu, cidade distante 262 quilômetros de Natal, de gastar recursos
públicos na produção e execução do que seria o “Maior natal do RN”. A
Justiça entendeu incompatível o estado de situação de emergência pela
maior seca dos últimos 30 anos no município, com a ordenação pela
Prefeitura de gastos com a festividade
Os shows artísticos estavam previstos para ocorrer na semana do Natal, com apresentações em praça pública de artistas como Dorgival Dantas, Reginaldo Rossi, Banda Deixe de Brincadeira e Guilherme Dantas. Os custos da festa não seriam totalmente do Município, já que o Estado, através da Fundação José Augusto (FJA), liberou por convênio a quantia de R$ 75.000,00. A Prefeitura de Jucurutu entratia com uma contrapartida no valor de R$ 55.000,00.
Os shows artísticos estavam previstos para ocorrer na semana do Natal, com apresentações em praça pública de artistas como Dorgival Dantas, Reginaldo Rossi, Banda Deixe de Brincadeira e Guilherme Dantas. Os custos da festa não seriam totalmente do Município, já que o Estado, através da Fundação José Augusto (FJA), liberou por convênio a quantia de R$ 75.000,00. A Prefeitura de Jucurutu entratia com uma contrapartida no valor de R$ 55.000,00.
Foram apontados, ainda, indícios de que afora estes gastos podem
ocorrer outros com montagem de som, palco, iluminação, combustível, o
que eleva, ainda, os custos para a Prefeitura, a qual não esclareceu nas
informações como seriam custeadas tais despesas. A decisão atendeu a
pedido formulado pelo Ministério Público em ação civil pública, que
busca dar efetividade a uma recomendação expedida no mês de junho deste
ano pelo Procurador Geral de Justiça, pelo Procurador Regional
Eleitoral, pelo Procurador Geral do Ministério Público junto ao Tribunal
da Contas e pela Procuradoria da República no Rio Grande do Norte.
Na ação, demonstra-se a situação crítica que se encontra a zona rural
do Município e que se desconhece atuação ou programa específico da
própria Prefeitura para dar suporte real ao homem do campo para conviver
com a seca e dar apoio à produção rural. Explicou-se que a agricultura
de subsistência e o ciclo econômico do gado de leite e derivados deste
município é a principal atividade econômica da zona rural, que
encontra-se devastada pela estiagem, que é considerada a pior dos
últimos 30 anos. Até o abastecimento humano da zona urbano encontra-se
em risco dado a exaustão do sistema de abastecimento, que é dos anos 70 e
não foi aperfeiçoado.
Dificuldades econômicas
A situação econômica da Prefeitura, de acordo com informações da
própria Municipalidade, também não é das melhores, tendo-se noticiado
Fundo de Participação nos Municípios (FPM) “zerado” durante vários
meses. Recentemente, foram dispensados diversos funcionários contratados
temporariamente e até o direito a férias de servidores efetivos foi
negado, alegando-se dificuldades econômicas.

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